Crescer e comer bem: 15 sugestões simples para pais

São muitos os pais que demonstram ter dificuldades em fazer com que os seus filhos comam de forma saudável. Este artigo pretende dar algumas sugestões práticas para que o caminho da educação alimentar seja mais fácil e divertido.

  1. A alimentação da criança começa na barriga da mãe! Os botões gustativos do feto desenvolvem-se por volta das 21 semanas de gestação e, de acordo com a variedade e qualidade da alimentação materna, o liquido amniótico adquire sabores diferentes. Assim, enquanto estiver grávida, o melhor é preencher a alimentação diária com alimentos ricos em nutrientes como frutos, vegetais, cereais completos, leite e derivados magros ou meio gordos, frutos secos, carnes magras, peixes gordos e ovos. Durante a gravidez, o consumo de alimentos doces e gordos deve ser limitado assim como as bebidas açucaradas;
  2. Após o nascimento e durante os primeiros seis meses a alimentação do bebé deve ser única e exclusivamente à base de leite materno (ou na impossibilidade, aleitamento com fórmulas adaptadas). Quando for tempo de introduzir os alimentos sólidos, é ideal começar pelos legumes (e não pela fruta!). A fruta, por ser mais doce, é muito mais apreciada pelo bebé, podendo dificultar a introdução dos vegetais / legumes que são muito mais ácidos: ofereça a maior variedade possível de vegetais e legumes, sozinhos ou em combinações apetitosas;foto
  3. Cozinhe os legumes e vegetais de formas diferentes – fuja dos purés e estimule a mastigação – além de cozidos, faça salteados com cor e assados no forno. E não desista, só porque a primeira tentativa foi desastrosa (perdeu a batalha), não significa que não venha a ser bem sucedida (mas não perdeu a guerra);
  4. Use ervas aromáticas frescas para enriquecer o sabor dos cozinhados de legumes e vegetais;
  5. Não obrigue a criança a comer tudo o que tem no prato. Já imaginou qual será o tamanho do estômago dela?
  6. Os alimentos não são castigo, nem recompensa. “Só comes sobremesa, se comeres mais 4 garfadas!” – na realidade, a criança não precisa de sobremesa e muito provavelmente, também não precisa das 4 garfadas extra;
  7. Ofereça opções saudáveis – se o prato da mãe e do pai só tem carne e massa, como é que a criança vai comer feijão verde? Ou brócolos? Exemplo: 1) ofereça ervilhas e brócolos e deixe a criança escolher o que quer comer; 2) ofereça espinafres e agriões e deixe-a fazer a sua escolha.
  8. Dê o exemplo. As crianças aprendem por imitação e os pais são os seus modelos e heróis. Se não conhece as regras básicas da alimentação saudável e equilibrada (para adultos, crianças e bebés) procure ajuda especializada;
  9. Inove na cozinhe e dê às crianças alimentos novos com regularidade. Saia da sua zona de conforto;
  10. Deixe as crianças ajudarem na preparação e confeção dos alimentos e deixe-as colaborar na escolha das refeições;
  11. Não faça da alimentação do/a seu/ua filho/a um motivo de ansiedade! Todas as crianças têm potencial para aprenderem a comer bem mas algumas são mais lentas do que outras;
  12. Se o/a seu/ua filho/a não gosta de couve-flor, dê-lhe feijão-verde ou agrião…mas não desista!alimentação-infanti
  13. As refeições devem ser momentos de partilha, convívio e prazer. Por norma, e se tiverem oportunidade, as crianças criam uma relação positiva com os alimentos saudáveis;
  14. A educação alimentar é um processo que requer tempo, sabedoria, paciência e persistência. Lembre-se que uma alimentação adequada é um investimento na saúde, presente e futura!
  15. Se o/a seu/ua filho/a tem excesso de peso ou obesidade consulte o seu Pediatra ou um Dietista. É importante atuar o mais cedo possível de modo a não comprometer a sua saúde.

Sofia A. Rodrigues, Dietista

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