Alimentação saudável na infância

Fonte: www.kars4kids.org

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A Organização Mundial de Saúde  (2003) define obesidade como uma doença em que o excesso de gordura corporal pode atingir níveis capazes de afetar a saúde.

A obesidade é uma doença crónica, multifactorial e multissistémica causada por fatores genéticos, comportamentais, ambientais e culturais. Dada a relevância e seriedade deste problema, a prevenção da obesidade é atualmente considerada uma prioridade ao nível da saúde pública.

A infância e a adolescência representam períodos críticos do desenvolvimento e a existência de excesso de peso ou obesidade nessas fases da vida (períodos onde ocorrem alterações fisiológicas) constitui um fator de risco preditivo para a ocorrência de obesidade na idade adulta. As crianças e adolescentes com peso excessivo, independentemente do seu peso corporal final quando adultos, são portadores de um risco muito significativo relativamente a uma série de patologias enquanto adultos, quando comparados com crianças e adolescentes normoponderais.

Em todos os momentos da vida, a alimentação implica estabelecer relações, fazer escolhas, identificar-se ou não com modelos e valores familiares ou outros, adaptar-se bem ou mal aos padrões estabelecidos e conviver com hábitos, horários e diversos estilos de vida. Cuidar de um corpo que cresce e se desenvolve, significa aprender a escolher os alimentos certos para manter o equilíbrio nutricional, tal qual se aprende a ler e a escrever. As crianças e os adolescentes (e, em primeiro lugar, os seus pais/cuidadores) devem ser ensinados a manter o equilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia, ou seja, qual a quantidade/qualidade de alimento que cada um necessita ingerir a par da quantidade/qualidade de atividade física que devo exercer. Esta aprendizagem, não só tem repercussões positivas nestas idades como é algo que perdura a vida toda.

O aconselhamento nutricional de crianças e adolescentes deve basear-se em determinados princípios como, por exemplo:

  • Criação de uma relação não-crítica e empática entre profissional e criança/adolescente;
  • Introdução / recomendação progressiva de mudanças;
  • Recurso a uma linguagem simples e culturalmente aceitável;
  • Discussão da escolha de alimentos, quantidades e métodos de preparação com a criança/adolescente, considerando as suas preferências e rejeições alimentares;
  • Orientação da criança/adolescente para os aspetos positivos da dieta explicando que todos os alimentos podem ser usados com moderação (evitar proibições);
  • Conhecimento dos aspetos psicológicos, culturais e socioeconómicos que influenciam a dieta e a atividade física da criança ou adolescente e facilitar o apoio positivo;
  • Promover a mudança no estilo de vida de toda a família;
  • Nunca menosprezar / desvalorizar a criança ou o adolescente pela sua forma e tamanho corporal, nem pelo seu insucesso terapêutico.
Fonte: 3.bp.blogspot.com

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O aconselhamento nutricional na infância e na adolescência é fundamental para a criação de bons hábitos alimentares para o resto da vida.

Melhor alimentação, mais saúde!

Por: Sofia A. Rodrigues, nutricionista

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