Mulher na janela

Mulher: nutrição e fases da vida

A alimentação é um dos fatores ambientais que maior impacto provoca no estado de saúde da mulher. De acordo com a fase do ciclo de vida, o organismo feminino tem necessidades diferentes e é fundamental aprender a fazer as escolhas alimentares mais corretas.

Uma boa nutrição contribui significativamente para a redução do risco de diversas doenças como excesso de peso/obesidade, anemia, cancro da mama, hipertensão, diabetes, osteoporose, entre outras.

ADOLESCÊNCIA / Puberdade:

Vários fatores concorrem para que esta seja uma fase de risco nutricional: rápido crescimento, menarca, pressão social para o baixo peso, abandono do padrão alimentar familiar, etc. Por isso, é importante adaptar a dieta às necessidades físicas das jovens, tendo em conta as suas atividades quotidianas (escola, lazer, desporto).

Além disso, na adolescência o risco de desenvolvimento de perturbações do comportamento alimentar (ex.: Anorexia Nervosa) está aumentado. Assim sendo, todos os adolescentes poderão beneficiar de acompanhamento nutricional personalizado!

 

GRAVIDEZ:

Em condições fisiológicas normais, o corpo de uma mulher bem nutrida é capaz de garantir o crescimento e desenvolvimento embrionário/fetal e de assegurar as reservas biológicas necessárias para o momento do parto, para a sua recuperação e para a lactação.

Assim sendo, é fundamental que a mulher grávida ou que esteja a pensar engravidar, aprenda a alimentar-se de forma saudável e equilibrada, já que a alimentação é um dos muitos fatores que garantem o sucesso de uma gravidez!

Convém referir que na gravidez o risco de aumento de peso acima do recomendado é grande e, nesse sentido, a futura mãe deve apostar na qualidade dos alimentos em detrimento da quantidade para, depois do parto, recuperar rápida e eficazmente a sua silhueta e o peso adequado!

 

AMAMENTAÇÃO:

Esta fase pode exigir cuidados redobrados relativamente à alimentação e hidratação. Por exemplo, o aumento do consumo de líquidos (água, infusões, sumos naturais, sopas), nomeadamente no verão/tempo quente, é imprescindível para repor os níveis hídricos necessários ao sucesso da amamentação.

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As necessidades energéticas serão ligeiramente maiores do que na gravidez e a aposta deve centrar-se na qualidade e variedade dos alimentos para satisfazer as necessidades nutricionais deste período tão único e especial!

Nota: A amamentação não é tempo de restrição alimentar: não tenha pressa em perder os quilos ganhos durante a gravidez. O acompanhamento nutricional profissional promove a recuperação do peso de forma eficaz e saudável!

 

MENOPAUSA:

No mundo ocidental, muitas mulheres assustam-se só de pensar nesta fase da vida. No entanto, trata-se apenas de um processo natural que marca o final da fertilidade.

Há uma drástica redução na produção de hormonas (estrogénios e progesterona) e os ovários deixam de funcionar. A redução da produção hormonal, principalmente dos estrogénios, favorece a acumulação de gordura e, por consequência, o aumento de peso.

Ocorre, também, o aumento do risco cardiovascular e a diminuição da absorção de cálcio, que favorece o aparecimento da osteoporose. Neste sentido, e já que falamos de processos fisiológicos que ocorrem independentemente da nossa vontade, devemos preparar-nos para enfrentar esta etapa da melhor forma possível, ou seja, devemos, desde a mais tenra idade, cultivar um estilo de vida saudável no qual a alimentação equilibrada seja um fator de influência maior.

E já agora, sabia que uma alimentação correta e equilibrada, além de contribuir para a manutenção do peso adequado, também pode ser uma excelente aliada no retardar dos processos associados ao envelhecimento?!

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