Hortalizas com vitaminas

Nutriçao e imunidade

O sistema imunitário é a defesa do organismo contra diversos agentes infecciosos tais como vírus, bactérias, fungos, etc. Essa defesa dispõe de meios de proteção que atuam de forma estratificada ou hierárquica, proporcionando uma resposta adequada a cada tipo de “invasão”.

O estado nutricional exerce uma enorme influência neste sistema de defesa orgânica e é sabido que, ao longo da história, foram várias as epidemias de fome (desnutrição) que provocaram inúmeras doenças nas populações, devido à vulnerabilidade que ocorre pela depressão do sistema imunitário. Existem doenças que se tornam fatais em organismos malnutridos e que, por isso, têm uma reduzida capacidade de defesa. A relação entre má nutrição e infeção afeta pessoas de todas as idades, mas principalmente os grupos de risco como crianças, grávidas, idosos e doentes crónicos, em todos os países do mundo.

Atualmente estuda-se muito a via inversa, i.e., de que forma é que a alimentação (bom estado nutricional) pode promover ou aumentar/melhorar as capacidades do sistema imunitário? Quais os micronutrientes que desempenham um papel ativo para a melhoria da eficácia das diversas moléculas que participam no processo imunitário? E quais serão as doses recomendadas para se obter os efeitos desejados? As respostas obtidas têm sugerido que o curso e a evolução de algumas doenças como as alergias, a asma, as doenças intestinais como a doença de Crohn e a síndrome do intestino irritável (SII), algumas perturbações cardíacas e alguns tipos de cancro podem ser alterados através da prescrição de dietas específicas e de uma intervenção nutricional orientada e desenhada para cada caso específico.

Em termos nutricionais, são vários os componentes e fatores que podem exercer uma influência positiva sobre a ação e eficácia do sistema imunitário: ingestão calórica total, ingestão total de gorduras e quantidade/tipo de ácidos gordos essenciais, diversas vitaminas, alguns minerais, carotenoides, flavonoides e prebióticos/probióticos.

A gripe (sazonal) é uma infeção aguda causada pelo vírus da gripe e, de acordo com a Direção Geral de Saúde, uma das estirpes deste vírus, cujo surto se prevê para o final do mês, tem-se mostrado mais agressiva do que o previsto. Ora, como escrito no início deste artigo, o sistema imunitário protege o organismo do ataque de inúmeros microrganismos, entre os quais se encontram os vírus.

Nesse sentido, além das precauções habituais como a vacinação (se indicada), a lavagem frequente de mãos, o evitamento de espaços fechados, entre outras, convém reforçar a alimentação com os seguintes nutrientes/alimentos:

  • Vitamina A: cenoura, abóboras, batata-doce, manga, acerola, damasco seco, brócolos, melão, vísceras, queijos, manteiga, ovos, leite gordo e óleo de fígado de bacalhau.
  • Vitamina C: limão, laranja, lima, kiwi, papaia, ananás, abacaxi, tomate, agrião, salsa, vegetais de folha fina, morangos, couves e pimentos.
  • Vitamina E: gérmen de trigo, óleos vegetais (soja, cártamo, amendoim, milho e girassol) amêndoas, nozes, castanha-do-Pará, gema de ovo e cereais integrais.
  • Ácido fólico: Vegetais de folha verde como espinafres, brócolos, espargos, couves, alfaces, feijão-verde, beterraba, cenouras, laranja, frutos vermelhos, feijão, grão, milho, lentilhas, carne vermelha, vísceras, queijos, cacau.
  • Zinco: peixes, ostras, crustáceos, leite, cereais integrais, feijões e nozes.
  • Selénio: presente na maioria dos alimentos mas com teor mais elevado em frutos secos (especialmente na castanha-do-Pará), cereais integrais, vegetais folhosos, peixes e marisco.
  • Água: fundamental para manter a hidratação e para o normal funcionamento bioquímico e metabólico do organismo.