São muitos os pais que demonstram ter dificuldades em fazer com que os seus filhos comam de forma saudável. Este artigo pretende dar algumas sugestões práticas para que o caminho da educação alimentar seja mais fácil e divertido.

A alimentação da criança começa na barriga da mãe! Os botões gustativos do feto desenvolvem-se por volta das 21 semanas de gestação e, de acordo com a variedade e qualidade da alimentação materna, o liquido amniótico adquire sabores diferentes.

Assim, enquanto estiver grávida, o melhor é preencher a alimentação diária com alimentos ricos em nutrientes como frutos, vegetais, cereais completos, leite e derivados magros ou meio gordos, frutos secos, carnes magras, peixes gordos e ovos. Durante a gravidez, o consumo de alimentos doces e gordos deve ser limitado assim como as bebidas açucaradas;

Após o nascimento e durante os primeiros seis meses a alimentação do bebé deve ser única e exclusivamente à base de leite materno (ou na impossibilidade, aleitamento com fórmulas adaptadas).

Quando for tempo de introduzir os alimentos sólidos, é ideal começar pelos legumes (e não pela fruta!). A fruta, por ser mais doce, é muito mais apreciada pelo bebé, podendo dificultar a introdução dos vegetais / legumes que são muito mais ácidos: ofereça a maior variedade possível de vegetais e legumes, sozinhos ou em combinações apetitosas.

Cozinhe os legumes e vegetais de formas diferentes – fuja dos purés e estimule a mastigação – além de cozidos, faça salteados com cor e assados no forno. E não desista, só porque a primeira tentativa foi desastrosa (perdeu a batalha), não significa que não venha a ser bem sucedida (mas não perdeu a guerra);

Use ervas aromáticas frescas para enriquecer o sabor dos cozinhados de legumes e vegetais;
Não obrigue a criança a comer tudo o que tem no prato. Já imaginou qual será o tamanho do estômago dela?

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Os alimentos não são castigo, nem recompensa. “Só comes sobremesa, se comeres mais 4 garfadas!” – na realidade, a criança não precisa de sobremesa e muito provavelmente, também não precisa das 4 garfadas extra;

Ofereça opções saudáveis – se o prato da mãe e do pai só tem carne e massa, como é que a criança vai comer feijão verde? Ou brócolos? Exemplo: 1) ofereça ervilhas e brócolos e deixe a criança escolher o que quer comer; 2) ofereça espinafres e agriões e deixe-a fazer a sua escolha.

Dê o exemplo. As crianças aprendem por imitação e os pais são os seus modelos e heróis. Se não conhece as regras básicas da alimentação saudável e equilibrada (para adultos, crianças e bebés) procure ajuda especializada;

Inove na cozinhe e dê às crianças alimentos novos com regularidade. Saia da sua zona de conforto;

Deixe as crianças ajudarem na preparação e confeção dos alimentos e deixe-as colaborar na escolha das refeições;

Não faça da alimentação do/a seu/ua filho/a um motivo de ansiedade! Todas as crianças têm potencial para aprenderem a comer bem mas algumas são mais lentas do que outras;
Se o/a seu/ua filho/a não gosta de couve-flor, dê-lhe feijão-verde ou agrião…mas não desista!alimentação-infanti

As refeições devem ser momentos de partilha, convívio e prazer. Por norma, e se tiverem oportunidade, as crianças criam uma relação positiva com os alimentos saudáveis;
A educação alimentar é um processo que requer tempo, sabedoria, paciência e persistência. Lembre-se que uma alimentação adequada é um investimento na saúde, presente e futura!

Se o/a seu/ua filho/a tem excesso de peso ou obesidade consulte o seu Pediatra ou um Dietista. É importante atuar o mais cedo possível de modo a não comprometer a sua saúde.00

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